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Mercadinho e loja

Etiqueta de balança no PDV: como ler o código EAN-13

Equipe Prosa5 min de leitura

Se a balança do balcão imprime etiqueta com código de barras, o preço de frios, hortifrúti e granel não precisa ser digitado no caixa. A etiqueta já carrega o produto e o peso, ou o valor, em 13 dígitos. Falta só o PDV saber ler.

Este texto explica o que tem dentro dessa etiqueta, por que duas balanças iguais podem imprimir códigos diferentes e o que um sistema PDV para mercadinho precisa saber para não errar o valor.

Por que digitar o peso trava a fila

Digitar o preço de um pedaço de queijo leva segundos, e segundos somam quando a fila tem cinco pessoas. Pior do que a demora é o erro: um dígito trocado cobra R$ 12,50 como R$ 1,25, e ninguém percebe até o caixa não bater no fim do dia. Como procurar esse tipo de diferença está em caixa não bateu.

A etiqueta da balança resolve os dois problemas ao mesmo tempo. O número que a balança pesou é o número que entra na venda, sem passar pela mão de ninguém.

O que é a etiqueta EAN-13 da balança?

EAN-13 é o código de barras de 13 dígitos que aparece em quase todo produto de supermercado. No produto de fábrica, ele identifica aquele item no mundo inteiro. Na etiqueta de balança, a loja usa uma faixa reservada para uso interno, que começa com o dígito 2. No Brasil, código começando com 2 virou convenção para “etiquetado na balança”.

O que cada dígito guarda

O formato mais comum divide os 13 dígitos assim:

PosiçãoO que guardaExemplo 2000123012506
1Prefixo 2: etiqueta de balança2
2 a 7Código do item na balança (PLU)000123
8 a 12Peso em gramas ou preço em centavos01250
13Dígito verificador6

Para que serve o último dígito?

O dígito verificador é calculado a partir dos outros doze. Se o leitor pegar a etiqueta amassada e trocar um número, a conta não fecha e o código é recusado. É a defesa contra lançar um valor errado por leitura ruim.

E se a minha balança usar outro tamanho?

Acontece. Algumas configurações usam código de item com 4 ou 5 dígitos, e os números que sobram ficam antes do valor. Por isso o formato é configuração da loja, não adivinhação. O manual da balança, ou o menu de configuração do código de barras dela, diz qual é o seu.

Peso ou preço: qual a sua balança imprime?

Os cinco dígitos do valor podem significar duas coisas diferentes. No exemplo, 01250 pode ser 1,250 kg ou R$ 12,50. O código é o mesmo, e só a configuração diz qual leitura está certa.

  • Etiqueta por peso. Comum em açougue e hortifrúti. O PDV pega o peso e multiplica pelo preço do quilo cadastrado no produto.
  • Etiqueta por preço. Comum em padaria e confeitaria. O PDV usa o valor impresso como está, porque quem pesou foi a balança, e ela é o instrumento que vale.

Como descobrir qual é a sua, sem abrir o manual?

Faça um teste com um produto de preço conhecido. Pese um pedaço, anote o peso e o valor que o visor mostra e imprima a etiqueta. Depois olhe os cinco números antes do último dígito. Se eles batem com o peso em gramas, a sua balança imprime peso. Se batem com o valor em centavos, imprime preço. No exemplo, uma peça de 1,250 kg a R$ 10,00 o quilo daria 01250 por peso e 01250 por preço também, então escolha um produto em que peso e valor terminem em números diferentes.

Na etiqueta por peso, o preço do quilo precisa estar certo no cadastro. Se o fornecedor subiu e o preço ficou para trás, a balança pesa certo e a loja cobra errado. O cuidado com o preço está em como calcular o preço de venda no mercadinho.

O que o PDV precisa saber para ler certo

Três informações, configuradas uma vez:

  1. 1O formato da etiqueta. Onde começa o código do item, quantos dígitos ele tem e se o valor é peso ou preço.
  2. 2O código do item de cada produto. O mesmo número que está cadastrado na balança. Queijo prato é 123 na balança, então é 123 no PDV.
  3. 3Se o produto é vendido por peso. Nesse caso o preço cadastrado é o do quilo, e a quantidade da venda sai da etiqueta.

Se um código de item não tiver produto ligado, o PDV não deve inventar: o certo é avisar qual código apareceu, para alguém ligar ao produto certo.

E o produto que tem código de fábrica continua sendo lido pelo código de fábrica. O pacote de mortadela fatiada que vem do fornecedor com EAN próprio não passa pela regra da balança: ele é um produto comum, com preço por unidade. A regra da etiqueta só vale para o que foi pesado e etiquetado dentro da loja.

Leitor USB ou câmera do celular?

Os dois leem o mesmo código. O leitor USB comum é mais rápido com fila e funciona como um teclado: ele “digita” os números e aperta Enter. A câmera do celular dispensa comprar aparelho e resolve bem na loja com uma pessoa no balcão.

Na Prosa, a tela de venda escuta o leitor e a câmera o tempo todo, sem botão de “ler código”. O código de barras comum do fabricante entra direto. A etiqueta de balança é conferida pelo dígito verificador e ligada ao produto pelo código da balança cadastrado na ficha: a etiqueta por peso calcula o valor pelo preço do quilo, e a etiqueta por preço entra com o valor impresso.

Perguntas frequentes

Preciso trocar de balança para usar etiqueta com código de barras no PDV?

Não, se a sua balança já imprime etiqueta com código de barras. O que muda é o PDV saber qual formato ela usa e qual produto corresponde a cada código de item.

Por que o mesmo código pode dar valores diferentes?

Porque os cinco dígitos do valor podem ser peso em gramas ou preço em centavos. 01250 pode ser 1,250 kg ou R$ 12,50. Só a configuração da loja diz qual dos dois a balança imprime.

O que acontece se a etiqueta estiver borrada ou mal lida?

O último dígito do EAN-13 confere os outros doze. Se a leitura vier com um número trocado, a conta não fecha e o PDV recusa o código em vez de lançar um valor errado.

Dá para ler o código de barras com a câmera do celular?

Dá. A câmera lê códigos de barras comuns e etiquetas de balança. Com fila grande, um leitor USB costuma ser mais rápido, e os dois podem conviver na mesma loja.

Fontes

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