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Feira e eventos

Caixa da barraca na quermesse: ficha, Pix e fechamento

Equipe Prosa6 min de leitura

Fim da quermesse, dez da noite, luz de gambiarra. Alguém pergunta quanto a barraca do pastel fez e ninguém sabe, porque o dinheiro passou por cinco mãos, o Pix caiu no celular de uma pessoa só e as fichas estão numa lata. O caixa de quermesse dá certo quando é montado antes da festa, não depois.

Festa de igreja movimenta dinheiro de verdade: o turismo religioso gira cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil. Uma quermesse de bairro é outra escala, claro. Só que tem movimento de loja cheia num sábado e caixa tocado por voluntário que não fez esse trabalho antes. É a combinação em que o dinheiro some sem ninguém ter pegado.

O que vem a seguir vale para festa junina, festa do padroeiro, bazar e qualquer barraca de festa de igreja. A prestação de contas à coordenação, com comissão e relatório, é outro assunto e está em loja do EJC: como prestar contas. Aqui o foco é a noite da festa.

Ficha ou venda direta: qual escolher?

Há dois jeitos de montar o caixa de uma festa, e os dois funcionam. O que não funciona é misturar: metade das barracas cobrando direto, a outra metade só aceitando ficha, e o pastel aceitando os dois.

Ficha num caixa centralVenda direta na barraca
Onde entra o dinheiroSó no caixa centralEm cada barraca
Quem mexe em dinheiroPoucas pessoasTodo mundo que atende
Controle das fichasContar as fichas recolhidasNão tem ficha
Serve melhor paraFesta com muitas barracasFesta com uma ou duas barracas
Risco principalFicha perdida ou reaproveitadaTroco errado em cada barraca

Com ficha, o controle de fichas vira parte do caixa. Imprima ou compre fichas de cor diferente por valor ou por produto, conte quantas saíram para o caixa e recolha as entregues em cada barraca numa lata fechada. No fim, fichas vendidas no caixa central menos fichas recolhidas nas barracas tem que dar perto de zero. A sobra são fichas que o público levou para casa.

Um detalhe que evita dor de cabeça: a barraca rasga ou carimba a ficha na hora da entrega. Ficha inteira pode ser reaproveitada no ano seguinte, e ficha que passa de mão em mão durante a noite pode voltar ao caixa como se fosse nova.

Quanto de troco levar e quem cuida dele?

O troco inicial é dinheiro da festa, não da barraca, e precisa voltar inteiro. Conte na frente de duas pessoas, anote o valor e separe em notas pequenas e moedas. O valor certo depende do preço dos itens: se quase tudo custa R$ 5 ou R$ 10, faltam notas de R$ 2 e de R$ 5, não de R$ 50.

  • Uma pessoa responde pelo troco. Pode trocar de turno, mas a caixa passa de mão com contagem, não com um “tá tudo aí”.
  • O troco não se mistura com o apurado. No fechamento, ele sai primeiro. O que sobra é a venda da noite.
  • Pix vai para uma conta só. De preferência a da paróquia ou da equipe, nunca a pessoal de quem está no caixa. Uma chave Pix impressa na barraca evita que cada voluntário mostre a própria.

Várias pessoas no mesmo caixa: como não perder o controle?

Na festa, o caixa passa por quem estiver livre. A mãe do coordenador cobre meia hora, o adolescente assume enquanto alguém busca gelo. Nada disso é problema. Problema é chegar no fim da noite sem saber quem estava no caixa quando a diferença apareceu.

Cada pessoa no caixa precisa deixar rastro, e rastro não é desconfiança. É o que protege o voluntário honesto quando a conta não bate. Três combinados resolvem a maior parte:

  1. 1Turno com começo e fim. Quem entra confere a caixa com quem sai, e os dois anotam o valor.
  2. 2Toda venda registrada na hora. Com a forma de pagamento marcada: dinheiro, Pix ou cartão. É isso que permite conferir cada um depois.
  3. 3Brinde e cortesia também viram linha. O refrigerante do padre e o pastel do músico são legítimos. Só não podem sumir da conta.

Com o celular como caixa, o combinado fica mais fácil de cumprir. O cuidado com o sinal fraco e com o Pix está em PDV no celular na feira.

O que fazer quando a caixa enche de dinheiro?

Faça sangria. É o nome de tirar o excesso de dinheiro da caixa durante o movimento e guardar num lugar seguro, com valor, hora e nome de quem levou. Menos dinheiro na barraca é menos risco de perda e menos valor sujeito a erro de troco.

Combine antes quem recebe a sangria, em geral o tesoureiro da festa ou alguém da coordenação, e onde o dinheiro fica. Cada retirada entra na conta do fechamento como dinheiro que saiu da caixa para um destino conhecido. Sem essa anotação, a sangria vira buraco.

O contrário também acontece: o troco acaba às oito da noite, com fila na barraca. Colocar dinheiro na caixa no meio da festa tem nome, suprimento, e segue a mesma regra da sangria. Valor, hora, de onde veio e quem trouxe. Se o suprimento saiu do bolso de um voluntário, anote também, porque ele precisa voltar para essa pessoa no fechamento, e não virar venda da barraca.

Como fechar o caixa da barraca no fim da noite

O fechamento é uma conta com cinco linhas. Um exemplo, com números ilustrativos de uma barraca de pastel:

Fechamento da barraca (exemplo)Valor
Troco inicialR$ 150
Vendas em dinheiroR$ 820
Sangrias entregues ao tesoureiro− R$ 600
Esperado na caixaR$ 370
Contado na caixaR$ 355
Diferença− R$ 15

O Pix e o cartão ficam fora dessa conta e se conferem no extrato. Os R$ 15 de diferença do exemplo têm poucas explicações possíveis: troco dado a mais, uma venda em dinheiro marcada como Pix ou uma cortesia sem anotação. Com o turno de cada pessoa registrado, dá para perguntar a quem estava lá, ainda na festa.

Depois do dinheiro, confira o que voltou. Se a barraca levou 40 garrafas de refrigerante e o registro diz que vendeu 27, deviam voltar 13. Voltaram 11? Duas saíram sem virar linha. A lógica de levado, vendido e voltou é a mesma da feira.

Na Prosa, o caixa por turno mostra o esperado e o contado lado a lado, com sangria e suprimento anotados. Nos planos pagos, cada voluntário entra com o próprio PIN, sem limite de pessoas, e a festa fecha com a apuração do evento pronta.

Perguntas frequentes

Na quermesse, é melhor vender ficha ou cobrar direto na barraca?

Ficha concentra o dinheiro num caixa só e deixa a barraca só entregando, o que ajuda quando há muitos voluntários. Venda direta é mais simples em festa pequena, com uma ou duas barracas. O importante é escolher um jeito e não misturar os dois na mesma barraca.

Como controlar várias pessoas mexendo no mesmo caixa?

Cada pessoa com o próprio acesso e cada turno com abertura e fechamento. Na Prosa, os planos pagos têm operador por PIN, sem limite de pessoas, e cada venda, sangria e suprimento fica com a hora e o nome de quem fez.

O que é sangria de caixa na barraca?

É tirar o excesso de dinheiro da caixa durante a festa e guardar em lugar seguro, anotando valor, hora e quem levou. Diminui o risco de perda e deixa na barraca só o troco de trabalho.

Fontes

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