Pular para o conteúdo
Fornecedor

Tabela de preços para revenda: o que o lojista precisa ver

Equipe Prosa6 min de leitura

O lojista abre a sua mensagem entre um cliente e outro, com a fila andando. A tabela de preços para revenda que ele entende sozinho vira pedido; a que precisa de uma ligação para ser explicada fica para depois, e depois quase sempre é o concorrente.

O canal indireto é o abastecimento do pequeno comércio brasileiro: o atacado distribuidor fechou 2025 com R$ 616,6 bilhões de faturamento, alta nominal de 17,27%, e atende 68% do pequeno e super pequeno varejo, sobre uma base de 1.181.640 pontos de venda, segundo o Ranking ABAD/NielsenIQ 2026.

O que o lojista decide em dez segundos

Ele faz três contas rápidas, sempre as mesmas: quanto custa a unidade, quanto ele vai cobrar e quanto precisa desembolsar hoje. Se a sua tabela não responde às três, nenhuma qualidade de produto compensa.

Tabela é ferramenta de trabalho do cliente, não catálogo de vitrine. Foto grande e texto de marca ajudam a lembrar da marca; número claro é o que fecha o pedido.

O que a tabela de preços para revenda precisa ter

CampoPor que o lojista precisa
Produto e marcaPara achar na conversa e na gôndola
Unidade de vendaCaixa, fardo, display ou unidade
Quantidade por caixaSem isso o preço não é comparável
Preço por unidadeÉ a conta que ele faz para montar o preço
Pedido mínimoDefine se ele pede hoje ou junta com outro
Prazo de entregaEle compra pensando na gôndola vazia
Data da tabelaEvita pedido com preço vencido

A data no cabeçalho é a linha mais esquecida e a que mais gera atrito. Uma tabela sem data circula por meses no WhatsApp de meia dúzia de lojistas, e cada pedido com preço velho vira uma conversa desagradável na hora da entrega.

Pedido mínimo: o número que aproxima ou espanta

O pedido mínimo existe para a entrega pagar a si mesma. O erro comum é escolhê-lo pelo que o concorrente pratica em vez de calcular: some o custo do trajeto, o tempo do entregador e o que a carga ocupa, e veja abaixo de qual valor a viagem dá prejuízo.

O pequeno varejo procura no distribuidor exatamente o contrário do atacarejo: compra menor, mais frequente, com menos dinheiro parado na prateleira, mesmo pagando um pouco mais por unidade. Pedido mínimo alto demais empurra esse cliente de volta para o carro e para a fila do atacado, uma vez por semana.

Faixas de quantidade e prazo de pagamento

Duas faixas bastam para a maioria das linhas: o preço normal e o preço da caixa fechada. Três faixas já confundem, e quatro fazem o lojista pedir na faixa errada e reclamar depois.

  1. 1Escreva a faixa em quantidade, não em valor. “A partir de 6 caixas” é mais fácil de conferir que “acima de R$ 800”.
  2. 2Separe prazo de desconto. À vista com desconto e a prazo sem desconto são condições diferentes; misturadas, viram negociação caso a caso.
  3. 3Diga o prazo em dias. “28 dias” é informação; “facilitamos o pagamento” é propaganda.

O que fazer com o item que ninguém pede

Toda tabela tem uma cauda de produtos que aparecem em um pedido a cada três meses. Eles ocupam linha, atrasam a leitura e ainda geram promessa de prazo que a sua operação não cumpre. Separe-os em uma segunda página, marcada como venda sob encomenda, com o prazo verdadeiro. A primeira página fica com o que gira, que é o que o lojista precisa achar rápido.

Preço sugerido de venda: ajuda ou atrapalha?

Ajuda quando é sugestão e mostra a conta. Uma coluna com o preço sugerido e a margem que ele representa poupa trabalho do lojista e aumenta a chance de o produto ser precificado direito na gôndola, o que faz ele girar e ser recomprado.

Atrapalha quando o número ignora a realidade da loja. O lojista paga taxa de cartão, perde produto e tem custo fixo, e uma sugestão feita só com markup deixa a margem menor do que aparenta. Como esse cálculo é feito do lado dele está em como calcular o preço de venda no mercadinho.

O argumento que funciona melhor que desconto

Mostrar giro. Quanto do seu mix ajuda a subir a compra média da loja vale mais que um ponto percentual de preço, porque mexe no faturamento dele inteiro. É a mesma lógica do ticket médio, vista do outro lado do balcão.

Como avisar um reajuste sem perder o cliente

O reajuste em si raramente é o problema. O problema é descobrir o aumento na nota. O Termômetro ABAD mostra por que ele é constante: de janeiro a julho de 2026 o setor cresceu 3,6%, com preço médio em alta de 3% e volume praticamente parado, avanço de 0,6%.

  • Avise antes da vigência. Uma semana já muda a conversa de reclamação para planejamento.
  • Diga o que subiu e quanto. Lista curta, com os itens afetados, em vez de “tabela nova em anexo”.
  • Deixe uma janela. Pedidos fechados até tal dia saem no preço antigo. Custa pouco e compra confiança.

Como manter a tabela viva

Uma tabela viva tem dono, data e um lugar só. Quando cada vendedor manda a sua versão, o cliente acredita na que for mais barata, e a discussão acontece na entrega. O canal continua sendo o celular: 82% dos donos de pequenos negócios apontam o WhatsApp como principal canal de vendas, segundo a 12ª edição do Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae.

O passo seguinte é o pedido chegar organizado, e não em áudio. O que ele precisa ter para não errar na entrega está em pedido de loja pelo WhatsApp.

Na Prosa, o catálogo do fornecedor guarda unidade, quantidade por caixa, preço e pedido mínimo num lugar só, dá para carregar a lista de uma planilha, e o lojista monta o pedido a partir dela. Cada cliente tem a própria ficha, com o que comprou e com que frequência voltou.

Perguntas frequentes

O que precisa estar numa tabela de preços para revenda?

Produto, unidade de venda, quantidade por caixa, preço por unidade e por caixa, pedido mínimo, prazo de entrega e condição de pagamento. Sem a unidade e a quantidade por caixa, o lojista não consegue comparar o seu preço com o do atacarejo.

Qual pedido mínimo faz sentido?

O que cobre o custo da entrega naquela região, não o que parece bonito. Vale calcular o valor abaixo do qual a viagem dá prejuízo e usar esse número, com uma exceção combinada para o cliente que compra toda semana.

Devo mandar tabela em PDF ou em planilha?

PDF é bom para ler no celular; planilha é melhor para o lojista montar o pedido. Mandar os dois resolve, desde que os dois tenham a mesma data no cabeçalho: tabela sem data é a maior causa de pedido com preço velho.

Com que frequência atualizar a tabela?

No ritmo em que o seu custo muda, e sempre com aviso antes da vigência. Reajuste que chega junto com a nota quebra a confiança e costuma custar mais caro que o próprio aumento.

Fontes

Leia também